No dia 17 de julho de 2007 embarcamos todos num mesmo avião.
O destino: nossas vidas. Negócios, férias, romances, saudades, a simples volta pra casa. Duzentos de nós morreram antes de chegar aos seus destinos.
Somos os que ficaram. O que fazemos agora?
Podemos chorar juntos. Podemos nos revoltar individualmente.
Ou podemos mostrar que temos a coragem que falta aos nossos representantes. Podemos assumir que erramos. Erramos ao escolher mal aqueles a quem delegamos o poder de reger nossos destinos.
Mas também podemos mudar,
Nosso futuro é nosso. Não será escrito com incompetência e descaso porque não queremos. Mas só podemos exigir respeito quando aprendermos a nos respeitar. A praticar a ética da responsabilidade. Quando aprendermos definitivamente que estamos comprometidos com tudo. Que não existem classes que nos separam, muros que nos dividem. A dor de ser humano pertence a todos nós.
Somos iguais. E por isso não estamos sós. Somos muitos milhões de eleitores e não apenas algumas centenas de políticos.
Vamos dizer chega de um jeito que só quem é maioria pode dizer.
Vamos nos unir num imenso e sonoro não àqueles que pensam que mais uma vez esqueceremos. Vamos lembrar. Não apenas no dia 18 de agosto, um mês depois do acidente. Mas sempre. O poder de mudar está em cada um de nós.
Convocamos toda a população brasileira, a mostrar de uma forma simbólica, que escolhemos os nossos destinos. Nenhum de nós vai morrer em vão. Sobreviveremos sempre. E faremos jus a isso.
NO FLY DAY. Um dia sem vôos pela vida.
Se você mora fora de São Paulo (capital) não voe nesse dia e convença um amigo a fazer o mesmo. Se você mora em outro estado faça o mesmo.
Se você mora na capital, venha vestido de branco protestar com a gente e convide o máximo de pessoas que puder.
http://blog.noflyday.com.br/
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