Pesquisa coordenada pelo professor de administração Adriano Amui mostra que o custo de um filho, desde o berço até a faculdade, pode passar de R$ 1 milhão. Amui elaborou o planejamento financeiro para quatro grupos diferentes.
Grupo "1", segundo a estimativa de Adriano, ganharia menos de R$ 1 mil por mês.
Grupo "2" teria renda mensal de R$ 2 mil até R$ 5 mil.
Grupo "3" teria um orçamento a partir de R$ 6 mil.
Grupo "4", bastante rico, contaria com mais de R$ 25 mil por mês.
No grupo "1", de acordo com a pesquisa, o filho custa R$ 68,1 mil em 23 anos - o equivalente a dois carros populares. No grupo "2" , o total chegaria a R$ 407.140 - um apartamento de três quartos, mais quatro carros.
No grupo "3", o gasto alcançaria R$ 883, 3 mil - dois apartamentos, oito carros e ainda 21 passagens para a Europa. Já no grupo mais rico, R$ 1,609 milhão, ou seja, quatro apartamentos, 16 carros, e ainda dá para viajar 22 vezes para a Europa.
No entanto nem precisa tanto. Segundo a pesquisa, com cerca de R$ 200 mil dá para educar muito bem o seu filho em 23 anos. Só que esse valor, que dá R$ 724 por mês, ainda é alto demais para a realidade brasileira.
Porém, de acordo com Amui, o mais difícil, em todo esse longo percurso, é equilibrar os sonhos. “Nós percebemos que pais que não tinham acesso em suas infâncias a quase nada, foram satisfazer a sua própria frustração comprando tudo para os filhos”, afirmou.
Alimentação, lazer...
Os gastos com alimentação, nos primeiros 23 anos de vida, podem variar de R$ 23 mil, no grupo mais pobre, a R$ 96 mil, no grupo mais rico. “Ela teve alergia a leite, a lactose, então era leite de soja, caríssimo”, conta a jornalista Dora Mercato.
Já os gastos com lazer do grupo mais pobre - que incluem cinema e festas de aniversário, por exemplo - são de apenas R$ 4,8 mil em 23 anos - ou seja: R$ 17 por mês.
“Não vou levar para o shopping, porque é uma coisa que eu não posso estar arcando”, diz a balconista Jane Ribeiro.
No grupo "4", mais rico, a despesa com roupas e calçados, até a idade adulta passa de R$ 119 mil reais. Neste item, o consumo, para os mais pobres, mal chega a R$ 20 mil em 23 anos.
Saúde é outro item dispendioso. Os pais mais ricos chegam a gastar R$ 123 mil em duas décadas.
Fonte: G1
Será que nesta pesquisa está embutida o preço das fraldas descartáveis que utiliza até aprender a fazer suas necessidades fisiológicas no banheiro?
O material escolar que o filho utiliza em todo o período escolar e até mesmo na Universidade?
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