Para Cembranelli, Sanguinetti não podia ter mostrado foto de Isabella morta.
Promotor do MP disse que parecer de legista não muda em nada o caso.
O promotor do Ministério Público de São Paulo Francisco Cembranelli disse na noite desta segunda-feira (26) que foi “antiética” a maneira como foi feita a exposição do caso Isabella pelo médico-legista George Sanguinetti. Nesta tarde, Sanguinetti e sua equipe apresentaram com detalhes o parecer da avaliação que fez sobre os laudos do Instituto Médico-Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) que basearam as investigações da polícia.
Segundo Cembranelli, o fato de o legista ter mostrado imagens da menina Isabella morta chocou a todos. “Na primeira aparição desse profissional ele já expõe essa criança (Isabella) morta, uma fotografia que chocou a todos”, disse. Para o promotor, a apresentação da foto demonstrou falta de “ética” e de “escrúpulo”.
O promotor afirmou que o parecer apresentado pelo médico-legista em nada mudou o caso e que ele continua acreditando trabalho realizado pelos “mais de 15” peritos do IML e do IC de São Paulo. Ele disse ainda que “o propósito do Ministério Público continua o mesmo de levar o casal (Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá) a julgamento”.
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