Desde a semana passada, quando começou a valer a nova lei de combate à embriaguez no volante, cerca de 300 pessoas tiveram de passar pelo teste do bafômetro e 19 foram presas em flagrante na capital paulista, segundo a Polícia Militar.
“Essa lei impõe um crime que é afiançável, uma detenção, só que não cabe transação penal. Então, o motorista vai responder um processo, vai ser condenado por esse crime. Então é muito mais grave”, disse o major da PM Ricardo Fernandes de Barros.
Nos bares, os jovens planejam as estratégias. A estudante Erika Cristina da Silva conta que fez um acordo com o namorado. “Eu não vou beber pra dirigir e ele vai beber”, afirmou. A polícia tem 11 bafômetros para fiscalizar a capital e vai receber mais 40 na semana que vem.
São Paulo recebeu 62 novos bafômetros. Em todo o país, 700 policiais estão nas estradas federais reforçando a fiscalização. Até este sábado, 23 pessoas foram presas em quatro estados. O balanço nacional da operação será divulgado nesta segunda-feira (30).
O que diz a lei
Segundo a nova Lei 11.705, do dia 20 deste mês, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, o consumo de qualquer quantidade de bebidas alcoólicas por condutores de veículos está proibido. Antes, era permitida a ingestão de até 6 decigramas de álcool por litro de sangue (o equivalente a dois copos de cerveja).
A partir de agora, quem for pego pelo bafômetro com uma margem acima de 0,3 mg, além de pagar uma multa de R$ 957,20, corre o risco de perder a habilitação e, dependendo do caso, responder por crime, com pena que varia de 6 meses a 3 anos.
O motorista só poderá responder em liberdade após pagar uma fiança de R$ 300 a R$ 1.200.
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