
Manifestantes carregam faixas e fotos das vítimas do acidente com o avião da TAM.
Caminhada saiu do Monumento às Bandeiras em direção ao Aeroporto de Congonhas.
Os manifestantes contra o caos aéreo que saíram do Monumento às Bandeiras por volta das 9h20 chegaram aproximadamente às 11h50 deste domingo (29) ao local onde o avião da TAM se chocou contra um prédio no dia 17 de julho.
Informalmente, policiais militares estimaram que houve concentração entre 4 mil e 5 mil pessoas. Oficialmente, porém, a Polícia Militar não estimou o número de participantes.
A caminhada ganhou tom de forte crítica ao governo federal e muitos dos que participaram do protesto gritaram "Fora Lula". A proposta do movimento, organizado por entidades e empresários, é mobilizar a sociedade. Cartazes com as inscrições "Basta!" e "Exigimos respeito" eram empunhados pelos manifestantes durante todo o trajeto. "Já chega de sermos desrespeitados por aqueles que foram eleitos por nós, o povo brasileiro", disse o cantor e compositor Seu Jorge, ao ler um manifesto assinado pelos organizadores do evento.
Ao chegar ao local do acidente, os manifestantes rezaram o "Pai Nosso", fizeram dois minutos de silêncio, aplaudiram e cantaram o Hino Nacional.
A comoção se intensificou quando a multidão chegou em frente ao prédio da TAM Express. Muitas pessoas choraram e alguns manifestantes gritaram ainda com mais ênfase palavras de ordem como 'Assassinos" e "Fora Lula".
"Isso se chama impunidade. É o que acontece nesse país. É muita falta de respeito", afirmou Ana Lúcia Caltabiano, amiga de Fernando Volpe Estato, economista de 24 anos que morreu no acidente.
"Sinto uma mistura de ódio e raiva pela irresponsabilidade", afirmou, emocionada, Renata Oliveira, de 16 anos, que perdeu o pai Fernando Oliveira, de 53 anos. O corpo do engenheiro ainda não foi identificado no Instituto Médico Legal (IML). "Conseguimos recuperar os objetos pessoas, que foram pouco afetados. Por ironia do destino, o cartão fidelidade da TAM não queimou", contou a esposa dele, Joice Oliveira, de 48 anos.
A multidão recebeu flores e as jogou em direção ao prédio. Uma cerca instalada pela polícia a 20 metros do prédio impediu a aproximação dos manifestantes. O chão ficou repleto de flores.
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