
Se nem isto merecer cadeia, é melhor tirar logo o homicídio do código penal!
Imaginem se aquele "pai" austríaco, que trancafiou a filha no porão por 24 anos e teve sete filhos com ela, fosse brasileiro? com certeza os especialistas na nossa enigmática justiça estariam dia e noite na TV, discutindo se havia fundamentos legais para a prisão, uma vez que o indiciado não atrapalha as investigações, colabora com a polícia, tem endereço fixo e não pretende fugir.
Estaria se discutindo até onde a vítima contribuiu para o crime cometido contra ela, se o exame de DNA foi realizado de maneira correta, a polícia seria acusada de não ter investigado outras hipóteses, e a constatação do óbvio estaria sendo taxada de pré-julgamento
Não faria muita diferença que o "pai" de cá tenha como álibi uma história da carochinha e o pai de lá tenha confessado. Se brasileiro fosse, o carrasco austríaco contrataria bons advogados que logo contestariam a confissão, taxando-a de ilegal, por haver sido obtida com a exposição de provas que ainda não eram do conhecimento do acusado. Trocando em miúdos, a polícia seria denunciada por não ter proporcionado, ao suspeito, outro direito sagrado concedido aos criminosos brasileiros: o de mentir. Independente do resultado que viesse a ter no processo, a polêmica ia render.
O clamor popular que enche as praças da Áustria com pedidos de justiça, seria taxado de vingança: afinal de contas, por enquanto, mesmo com a confissão, o pai carcereiro seria apenas indiciado, e em nome dos sagrados direitos do cidadão, haveria que se conceder, a ele, a presunção de inocência!
Para que não fosse incomodado pela turba "vingativa", o estado lhe proporcionaria uma rádio patrulha na porta, com a função de impedir que colassem cartazes ofensivos em sua garagem!
Haveria que se esperar um mínimo de 5 anos para que acontecesse o julgamento. Se condenado, mais 3 ou 4 anos, até que a sentença transitasse em julgado. Só aí se poderia considerar a hipótese da cadeia!
Nesse ínterim, claro, ele poderia viajar para onde quisesse, desde que avisasse à justiça! enfim... vida normal!
Assim como o caso Isabella, na Áustria, o caso do pai carrasco provocou mobilização e revolta da população. Com a diferença que, lá, o noticiário prioriza os direitos de cidadania daqueles que tiveram as vidas sacrificadas. Ontem, nos jornais austríacos, a ênfase do noticiário estava numa pergunta: "O que está acontecendo conosco?"
Era uma boa pergunta para o Brasil se fazer!
FONTE: BLOG DA GLORIA PEREZ
- LINDO TEXTO - É a pura realidade que vivemos.
VALE A PENA VISITAR ESTE BLOG.
http://gloriafperez.blogspot.com/
Falta VERGONHA NA CARA, cobrarmos nossos direitos, quem mais vai precisar morrer para tomarem atitude? O problema, que somos despreocupados e não cobramos mudanças neste Código Penal que está mais atrasado que a tartaruga em último lugar. Queria ver se isso acontecesse na França, na Argentina ou nos EUA. Onde até criança é julgada e presa da mesma forma como adulto. Não estaria essa embromação, "defesa" contestando laudos da perícia, o trabalho da polícia e subestimando a inteligência da população. Que agora passou acreditar no BATMAN, no Homem Aranha que poderiam ser os culpados, (um deles, é o "terceiro elemento") de entrarem no apartamento, bater, puxar os cabelos, estrangular, arremessar pela janela, a garota, limpar os vestígios de sangue, fechar a porta com a chave... ,
mas,está aí, uma resposta o BATMAN e o HOMEM-ARANHA, são heróis do bem, que lutam para defender o planeta e não para prejuízo do planeta...Quanto mais matar uma criança.
A DIETA DA PIZZA
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Muito abatido, o sujeito chega ao médico resmungando: — Ai, Doutor! Eu
tenho um caso agudo de herpes genital, sífilis, peste bubônica, meningite,
asma e HI...
Há 17 anos







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