
Cara, o mundo acabou! Não há ciência (taí o Tambosi que não me deixa mentir), tecnologia, espelho, miçanga e o cacete a quatro que resista ao caráter vérmico e minhocudo dos homens. Sinceramente!
Hoje leio no Estadão que o senhor Sanguinetti fez um rolinho com Antonio Nardoni:
Não recebi um centavo pelo trabalho. Combinei com os advogados que, se eu trouxer alguma informação útil para a defesa, vamos fixar o preço do serviço.Caso contrário, entrego a minha conclusão ao Ministério Público e cobro só as despesas.
Em bom português, seu trabalho não é de perito. É de encher o saco. Sua remuneração-hora não depende de ofício, de conhecimento algum, apenas de sua filha-da-putice em perseguir brechas do trabalho dos outros, ou de inventá-las, se preciso for.
É como se um médico cobrasse só pela cura do paciente. É como um revisor de textos que não se conforma em virar uma página em branco sem apontar uma, pelo menos uma emenda, nem que seja qualquer pêlo em ovo. É como se um fiscal da prefeitura só ganhasse pelas multas que aplica. É como se um professor só fosse remunerado caso seu aluno passasse no vestibular. É como o trabalho de vendedores de baixo estrato: “só ganha se vender. Não, a ligação telefônica é por sua conta”. Experiência, poder de convencimento, camelar de cliente em cliente não valem absolutamente nada.
Tem gente que aceita isso. Na bacia das almas a coisa é normalíssima, porque o cerumano acha superbacana abaixar até lhe aparecer o rabo.
Mas quem tem um ofício, pelo qual estudou e trabalhou duro e diligentemente em nome da experiência e da credibilidade, não deixa isso acontecer dijeinenhum.
Cliente oferecendo rolinhos desse tipo tem aos montes. Na minha área tem o célebre “Ah, tá super-tranqüilo, é só dar uma lidinha”. Não tem “lidinha”. Ou se lê, ou não se lê, e ponto. Por um simples motivo: quem dá “lidinha” não trabalha direito, e merece mesmo é ser sub-remunerado e viver na merda.
Esse tipo de raciocínio antropóide do “rolinho” é facilmente desconstruído por um simples motivo: existem patrões e clientes que reconhecem o trabalho de um bom profissional e pagam adequadamente por isso. E, é certo, não buscariam um Sanguinetti da vida de jeito nenhum. Assim como peritos que se prezam jamais se submeteriam a tarefinhas nardonescas.
Que os dois se lasquem em suas concepções de vida.
TEXTO EXTRAÍDO: http://flanelapaulistana.com/?p=1841
A DIETA DA PIZZA
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Há 17 anos







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