Ex-primeira-dama sofria de arteroesclerose, obstrução parcial das artérias.
Segundo seus médicos, causa foi uma inesperada arritmia ventricular.
Ruth Cardoso sofria de arteroesclerose, obstrução parcial das artérias. No coração, a doença pode provocar dor e arritmia cardíaca.
Na segunda-feira (23), Dona Ruth foi transferida para outro hospital, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), onde trabalha seu médico particular e passou por um cateterismo, exame capaz de identificar problemas nos vasos sanguíneos.
Há quatro anos, ela havia feito esse mesmo exame, quando a arteroesclerose foi diagnosticada. À época, os médicos instalaram dois stents, uma espécie de rede que mantém a artéria aberta para o fluxo de sangue. No exame da última segunda-feira, os médicos viram que os stents estavam funcionando bem e que não havia novas obstrução em artérias.
O diagnóstico foi angina, dor provocada por arritmia, ou seja: o coração passou a bater irregularmente. Segundo os médicos, não era caso de cirurgia e nem de outro stent. Dona Ruth foi medicada e liberada.
Mas ontem à noite, quando conversava com o filho, teve morte súbita. Segundo seus médicos, a causa foi uma inesperada arritmia ventricular, que é um mau funcionamento do sistema que comanda o batimento cardíaco. O coração parou de funcionar.
“Infelizmente, a morte súbita não tem hora para acontecer. Muitas vezes você faz um exame, que mostra que você não tem nenhum alteração, ou que tenha alguma alteração que não é passível de tratamento e pessoa está conversando normalmente e tem a morte súbita”, explica o cardiologolista Sérgio Timerman, do Incor (Instituto do Coração).
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