Gostou do blog?

SEJA BEM-VINDO HOJE É...

terça-feira, agosto 05, 2008

Hiroshima lembra bomba atômica após 63 anos

Há 63 anos, o mundo descobria o apocalipse nuclear em Hiroshima e em Nagasaki, primeiros e únicos alvos da bomba atômica, mas a ameaça ainda não desapareceu.

Capital mundial do pacifismo, a cidade de Hiroshima (sul do Japão) lembra nesta terça-feira o dia em que o planeta entrou na era nuclear. Três dias depois tarde será a vez de Nagasaki (sul).

Foi no dia 6 de agosto de 1945, às 8h15 exatamente, numa hora de grande movimento, que o bombardeiro B29 americano "Enola Gay" lançou a bomba A sobre Hiroshima.

A bomba explodiu a 600 metros de altitude, arrasando instantaneamente a cidade. Cerca de 140 mil pessoas - mais da metade da população da cidade em 1945 - morreram imediatamente e nos meses que se seguiram, vítimas da radiação ou de queimaduras extremas.

No dia 9 de agosto, 74 mil pessoas morreram no segundo bombardeio atômico sobre Nagasaki. Mas, apesar dos "hibakushas" (sobreviventes irradiados), dos mais idosos e políticos comprometidos formularem votos de paz durante as cerimônias de homenagem aos mortos, as armas nucleares continuam a ameaçar a segurança internacional, como provam as crises norte-coreana e iraniana.

País vizinho do Japão, a Coréia do Norte vangloriou-se um dia de possuir a arma atômica. O desmonte de seu programa nuclear está atualmente em curso depois de negociações muito difíceis em Pequim, com a China, os Estados Unidos, a Coréia do Sul, o Japão e a Rússia.

Pouco depois de Pyongyang, o Irã anunciou a retomada de seu programa de enriquecimento de urânio, questionando o acordo de Paris arrancado pela União Européia após vários meses de discussões em novembro de 2004.

Mais preocupante ainda para a comunidade internacional é o risco de um "11 de setembro nuclear" recentemente evocado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), na hipótese de a arma atômica vir a cair nas mãos de terroristas.

Em fevereiro de 2004, o pai da bomba atômica paquistanesa, Abdul Qadeer Khan, considerado um herói nacional, admitiu ter realizado exportações ilícitas de tecnologia nuclear em benefício do Irã, da Coréia do Norte e da Líbia.

"Hoje, a ameaça que pesa sobre o mundo é mais imprevisível. Em relação à luta contra o terrorismo, trata-se de um novo tipo de guerra, um novo tipo de proliferação, de um novo perigo para nossa segurança. E a questão central é que não se sabe verdadeiramente com quem se deve negociar, e contra quem lutar", destacam os analistas.

Há treze anos, durante o 50º aniversário dos bombardeios de Hiroshima e de Nagasaki, os opositores à arma nuclear tinham algumas razões para ter esperanças.

A derrocada da União Soviética, pondo fim definitivamente à Guerra Fria, afastava a eventualidade de um conflito atômico devastador para o planeta.

Hoje, pelo menos oito países podem afirmar que possuem a arma nuclear: Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, China, França, Índia, Israel, Paquistão e, talvez, a Coréia do Norte. Há poucas esperanças de que eles desistam de seu arsenal.

0 comentários:

POR FAVOR! VAMOS AJUDAR ESSE GAROTINHO VOLTAR PARA A SUA CASA...

A SUA AJUDA É MUITO IMPORTANTE!

NÃO BATA, EDUQUE

Minha lista de blogs

OS BLOGS FAVORITOS

Copia Meu Filho




BAÚ DE INFORMAÇÕES

QUEM SOU EU

Minha foto
Sou uma fanática pelo São Paulo Futebol Clube, expectadora das artes marciais, apreciadora de informática, amante de esportes, encantada com fotografia, apaixonada por futebol e esperançosa com a política brasileira, nauseada com a hipocrisia e demagogia em que a sociedade vive...Será que vale a pena?