O presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, toma posse nesta sexta-feira (15) tendo como um de seus principais compromissos reduzir as diferenças sociais do país.
Muito popular entre os mais pobres, o ex-bispo Fernando Lugo encaminhou em 2006 uma carta ao Vaticano pedindo a sua renúncia sacerdotal porque tinha interesse em disputar a Presidência da República.
A solicitação de Lugo não foi aceita pela Igreja Católica, mas, mesmo assim, o ex-bispo confirmou a sua candidatura. Ao constatar que Fernando Lugo não recuaria, o Vaticano suspendeu o seu direito de exercer o sacerdócio.
Admirador confesso da Teologia da Libertação, Fernando Lugo, a partir de agosto, vai administrar um país que registrou crescimento de 6,4 do PIB (Produto Interno Bruto) em 2007, índice superior ao registrado pelo Brasil no mesmo período.
A vitória do ex-bispo Fernando Lugo nas eleições para a Presidência do Paraguai, um dos países mais pobres da América do Sul, é histórica - ela quebra a hegemonia de 61 anos da ANR (Associação Nacional Republicana), mais conhecida como Partido Colorado.
Desde 1947, o Paraguai só teve presidentes do Partido Colorado, agremiação que, até a vitória de Lugo (com a posse marcada para o próximo mês de agosto), estava há mais tempo no poder em todo o Ocidente.
Mais da metade do domínio Colorado na Presidência do Paraguai teve um personagem central: o general Alfredo Gustavo Stroessner, que comandou 35 anos de ditadura no país (1954/89). Ao fim de seu governo, o militar se exilou no Brasil, onde permanceu até agosto de 2006, quando morreu em um hospital de Brasília.
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