Em entrevista coletiva convocada pelo presidente da seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Luiz Flávio Borges D'Urso, a entidade negou que o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros seja golpista. Mais uma vez, o caráter apartidário do movimento - conhecido como "Cansei" - foi veementemente reiterado.
- Este não é um ato contra os governos, federal, estadual ou municipal. Não é um ato contra ninguém. É um ato a favor do Brasil.
Tão a favor que D'Urso declara seu apoio ao protesto liderado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), o "Cansamos", que nasceu como contraponto ao "Cansei". Ele diz que telefonou para o presidente da entidade sindical, Artur Henrique da Silva, para comunicar sua aprovação:
- Tudo o que eles estão defendendo, sobre trabalho escravo e direitos dos trabalhadores, são bandeiras históricas da OAB. A OAB defende direitos da democracia. Mas quando ela defende direitos dos presos, dizem que ela é de esquerda. Quando lutou contra a ditadura, recebeu críticas. Quando apoiou o processo de impeachment do Collor, feriu interesses...
D'Urso critica "vozes isoladas" que tentaram desqualificar o movimento e nega que a caminhada do último domingo, em São Paulo (leia aqui) tenha tido ligação com o "Cansei". Ele reafirma que o evento liderado pela OAB-SP terá um único protesto: um minuto de silêncio no próximo dia 17 de agosto, um mês depois da tragédia com o avião da TAM.
Ele não quis comentar as declarações de seu colega presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, de que o "Cansei" seria golpista. Prefere falar com Wadih antes, e alega que nenhuma das cinco ligações que fez foram atendidas. Insinuou que a campanha para o Conselho Federal da OAB pode estar sendo antecipada e essa seria uma explicação para a "deselegância".
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Há 17 anos

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